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Lenda de Alte
A lenda da Igreja Matriz confunde-se com a história da aldeia de Alte.

Conta-se que havia uma lavradora muito rica do Freixo Verde, que todos os Domingos ia à missa à aldeia de Vila Verde do Vale, hoje denominada Santa Margarida, pois não havia igreja em Alte e a missa nunca começava sem a presença dessa dita senhora.

Mas um dia ela atrasou-se muito e o Sr. Padre começou a dar a missa sem a sua presença. A caminho da aldeia de Vila Verde do Vale, com os seus criados e pensando que sempre iria a tempo de assistir à sagrada missa de Domingo, ela encontrou alguns dos fieis que já vinham de regresso. Espantada de ver as pessoas a caminhar para casa, ela perguntou-lhes:

“- De onde vindes?”
E eles responderam:

“- Nós vimos da missa! Pois, a Sr.ª demorou-se demasiado e o Sr. Padre resolveu iniciar a Missa sem a vossa presença, pois a assistência estava muito agitada com a demora!”

Muito escandalizada com o facto, a dona do Freixo Verde voltou-se para os seus serviçais e disse em voz alta:

“- Alto! Ordeno que se funde aqui uma Igreja e ela será sede de uma Freguesia!”

E assim foi feito. Designaram o nome de nova aldeia pela palavra dita pela Morgada, Alto. Este nome com o passar dos tempos foi-se transformando e hoje a aldeia chama-se, Alte.

 
Lenda de Santa Margarida
A aldeia de Santa Margarida era antigamente denominada por Vila Verde do Vale e era a aldeia mais relevante destes arredores.

Acerca desta aldeia conta-se que havia uma rapariga, chamada Margarida, muito bonita e de famílias pobres que queria ser freira, mas o seu pai tinha planos mais ambiciosos para ela. Pois este queria que ela se casasse com o filho de um rico lavrador da zona. Margarida nunca aceitou as exigências do pai, pois ela achava que tinha vocação para servir a Deus e não queria casar com ninguém.

Para castigar a filha e para que ela mudasse a sua decisão, ele mandava Margarida ir sozinha para o mato apanhar palmas. Mas mesmo assim, Margarida nunca mudou de ideia. Um dia o pai resolveu seguir a filha para saber se não haveria outro motivo que a levasse a aceitar os castigos que ele lhe dava, sem que ela se queixasse sequer. Aí, ele viu Margarida a apanhar as palmas, quando subitamente surge na sua frente uma serpente gigante. Muito assustada, Margarida recuou, mas logo no mesmo instante apareceu uma luz do céu e ouviu uma voz divina que lhe disse:

“- Não tenhas medo Margarida! Põe-lhe o pé em cima que ela não te faz mal.”

E assim foi. Desde esse dia o pai de Margarida nunca mais a castigou, pois tinha constatado com os seus próprios olhos que ela era uma Santa.

A notícia espalhou-se rapidamente, e a aldeia passou a ser conhecida por Santa Margarida e conserva esse nome ainda hoje.

 

Próximos Eventos

Exposição de fotografias pelas ruas da aldeia "Alte Aqui"

Patente até 26 de Setembro

 

Exposição de fotografias decorrentes da Batida Fotográfica "Marcas da Arquitectura Tradicional"

Patente até 24 de Setembro

Pólo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte 

 

 

 

 

 

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